Com pedras salinizadas construo uma mesa para abrigar os poemas
que amo, os poemas que ainda hei de ler, os poemas que nunca li,
os poemas que nunca existiram e jamais existirão
Platão se aqui estiver há de se pronunciar:
diante dessa tábua, diante dessa esfinge...
nada conseguirá calar-se
Que se levantem as vozes dos que nunca falaram
Que se levante os que nunca se consideram vivos
Que se levantem o que veio da morte e para ela voltará
Meu corpo mais que quente
ultrapassa todos os limites da dor e do prazer
e cai no no deserto mais radical,
no paraíso mais absoluto
Durma, sonho meu,
entre os vãos das árvores
que nascem nas escarpas do mais íngreme
(edu planchêz)
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